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terça-feira, 1 de maio de 2018

NATAL


Por Inajá Martins de Almeida

É Natal. Ruas movimentadas. Brilho por todos os cantos. Preparativos. Festas. Fogos. Abraços. Apertos de mãos. Muita comida sobre as mesas ricamente ornamentadas.

É Natal. Estradas agitadas. Carros possantes, desenfreados aceleram. Há pressa de chegar ao destino, que nem sempre se cumpre.

É Natal. Há frio nos olhares furtivos nas ruas. Párias da sociedade vagueiam de um lado para outro. Não há paz. Não há harmonia. Não há apertos de mãos. Não há abraços apertados. Deixaram-se perder, nas ruas, aqueles que um dia trouxeram alegria a lares, tantos.

É Natal. Leitos compartilham dor e sofrimentos em frios corredores desertos. Quantos sonhos terminais jazem.

É Natal. Lares. Igrejas. Ruas. Comércio. Presentes. O mundo gira. Em cada espaço uma esperança, quiçá a desesperança.   

Mas é Natal.

Há que comemorar o nascimento de uma criança. Não de uma criança igual a todas as crianças, mas de uma criança que abdicou de toda glória, vestiu-se como a um de nós, tornou-se carne e nos amou mais do que qualquer criança poderia nos amar.

Jesus. Nosso Natal todos os dias.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

PODEMOS ATRIBUIR VALORES A NOSSA FAMÍLIA?

por Inajá Martins de Almeida

Nossos olhos, quantas vezes, atentam para campinas verdejante. Dois caminhos. O deserto não nos atraí. Engana-nos nosso coração. Perverso. Quem o poderá conhecer? Alerta-nos o profeta Jeremias.

Tempos outros, dirão alguns. Distantes de nós argumentarão outros. Mas a Palavra não muda. Deus não é mentiroso. Porque tudo o que dantes fora escrito, para nosso ensino o fora escrito. Os romanos foram admoestados pelo apóstolo Paulo, nos primórdios da nossa Era.

Dezembro. Mês festivo. Natal. Percebe-se burburinho nas ruas. Lojas ricamente ornamentadas expõem seus produtos. Aonde encontrar o “dono da festa”?

Tempos modernos dirão muitos. Troca de presentes. Mesas fartas. Muitos ao menos convidam o anfitrião a cear. 

Não percebo disparidade nos regalos. O abuso sim. A inversão de valores. O ter superando o ser.

Aprecio o imaginar aquele olhar de quem estamos a dedicar nosso tempo, a lembrança envolvida em papéis brilhantes, o cartão, a mensagem. 

Saio às ruas alegre de mim.

O clima festivo me faz aproximar de pessoas novas. Reflexionar minha mente. Trocar palavras, quando tanto se reluta ao diálogo – quase que impossível na era tecnológica.

Sempre me perguntei o porquê de tanta dificuldade dialógica. Mas... 

O pequeno príncipe me diz ser o essencial invisível aos olhos e que só se pode enxergar através do coração. Mas se enganoso! Como então?

Passei a perceber serem os olhos que transmitem diálogos concretos. Jamais me esquivo do olho no olho. Redobro atenção. 

Saio descontraída. Busco compartilhar ideias. Sentir a presença marcante. Aquele que para mim representa o mover do meu ser. Percebo-me rodeada por gratificantes momentos.

O personagem central me acompanha. Sorri de mim. Alegra-se de mim. Alegro-me dele. Compartilho de Sua presença marcante. 

Penso nas crianças: neta, sobrinhos-neto. Busco-lhes o olhar. O abraço terno. O afago sincero.

Volto ao passado, quando aqueles que já não são crianças ocupavam as posições hoje invertidas. O filho, a neta. Os sobrinhos, os sobrinhos-netos. À família, a nora amada, a "co-sobrinha". 

Uns partem. Outros chegam. Acrescentam mais um. Quiçá alguns. Memórias. Registros que não se apagam jamais. 

A cada qual uma lembrancinha personalizada.

O dia a se aproximar. O encontro aguardado com vislumbres de alegria.

Cada qual o seu modo abre seus corações. Nada ofertam. Suas mãos vazias de presentes. É a expressão dos olhos que supera valores possível fora.

Diálogo profundo. Inesquecível. É Natal. Convidado fora a cear naquela casa, o anfitrião.

Corações transbordantes. A porta aberta. Convite aceito. Valores insubstituíveis. Quem há de atribuir. Família. 

Fora as crianças que moveram meus sentir maior. A família a se multiplicar. A família a nos tornar crianças. A família a nos fazer sonhar.

Deixai vir a mim as criancinhas. É o Mestre a orientar. 


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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

JESUS NOSSO NATAL TODOS OS DIAS


Por Inajá Martins de Almeida

É Natal. Ruas movimentadas. Brilho por todos os cantos. Preparativos. Festas. Fogos. Abraços. Apertos de mãos. Muita comida sobre as mesas ricamente ornamentadas.

É Natal. Estradas agitadas. Carros possantes, desenfreados aceleram. Há pressa de chegar ao destino, que nem sempre se cumpre.

É Natal. Há frio nos olhares furtivos nas ruas. Párias da sociedade vagueiam de um lado para outro. Não há paz. Não há harmonia. Não há apertos de mãos. Não há abraços apertados. Deixaram-se perder, nas ruas, aqueles que um dia trouxeram alegria a lares, tantos.

É Natal. Leitos compartilham dor e sofrimentos em frios corredores desertos. Quantos sonhos terminais jazem.

É Natal. Lares. Igrejas. Ruas. Comércio. Presentes. O mundo gira. Em cada espaço uma esperança, quiçá a desesperança.   

Mas é Natal.

Há que comemorar o nascimento de uma criança. Não de uma criança igual a todas as crianças, mas de uma criança que abdicou de toda glória, vestiu-se como a um de nós, tornou-se carne e nos amou mais do que qualquer criança poderia nos amar.


Jesus. Nosso Natal todos os dias. 

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