Quantas! Mulheres sunamitas.
Mulheres que, em idade avançada,
Perdera a expectativa da maternidade.
Mulheres que, tendo se realizado,
Na maternidade, perdera os filhos
Para a crueldade do mundo:
Para as drogas; para as celas frias e fétidas
De uma prisão carcerária.
Mulheres que até viram ceifadas,
A vida, do filho amado, nas mãos cruéis da morte.
Ou, até quem sabe:
Para a ingratidão; para o desprezo;
Para a distância; Para o afastamento.
Em todo canto podem ser vistas:
Mulheres sunamitas.
Fracas, pobres, oprimidas, tristes, vazias.
Sem expectativa do amanhã.
Sentadas a beira das calçadas;
Quem sabe até, morando em casas luxuosas,
Ou em pobres barracos.
Rejeitadas... Mulheres sunamitas.
Mas... Saibam quantas forem,
Mulheres sunamitas,
Aquela... Que a Escritura conta
Acreditou na Palavra de um Profeta.
Concebeu a maternidade;
Viu, também, a vida do fruto amado, esvair-se,
Mas não se curvou. Antes...
Colocou aquele corpo inerte sobre a cama,
E partiu em busca de socorro certo.
Não se intimidou com a sorte que lhe sobreviera.
Entretanto...Com coragem e determinação;
Com sabedoria e comunhão, com Aquele
Em quem acreditara,
Restitui a vida ao fruto da promessa.
Não importa onde estejam.
Se branca ou negra.
Tampouco sua condição cultural:
Se letrada ou analfabeta
Ou, até quem sabe, seu estado social:
Se rica ou pobre, bem casada,
ou abandonada.
A ser descoberta.
(Texto elaborado por Inajá Martins de Almeida, tendo como cenário o profeta Eliseu e a mulher sunamita extraído dos textos sagrados 2Reis 4:8-37)